Que a arte abstrata me aponte uma resposta,mesmo que ela mesma não saiba! E que ninguém atente complicar, pois é preciso simplicidade para fazer florescer. Porque metade de mim é platéia e a outra metade é canção. Que minha loucura seja perdoada porque a metade de mim é amor e a outra metade também! *Beto lobo
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Que a arte abstrata me aponte uma resposta,mesmo que ela mesma não saiba! E que ninguém atente complicar, pois é preciso simplicidade para fazer florescer. Porque metade de mim é platéia e a outra metade é canção. Que minha loucura seja perdoada porque a metade de mim é amor e a outra metade também! *Beto lobo
quarta-feira, 9 de março de 2016
Coração e Rasão se fundem na Arte abstrata...
Na arte abstrata de um lado todo o sentimento diversificado é possível, toda a imaginação permitida em suas mais "fantásticas viagens", ilusões de fragmentos das realidades, realidades virtuais simbolizadas às cores e formas, conduzindo receptores ao delírio ou ao nada. Mas, além destas, maravilhas do coração, além do imponderável da não cognição, além da sedução dos acasos e dos inesperados. A abstração conta com princípios rígidos de racionalização, por alfabetização visual exclusiva. Eis aí o que se chama: nova sintaxe na arte.
sexta-feira, 4 de março de 2016
Arte abstrata uma comunicação peculiar.
À revelia do que muitos pensam, a arte abstrata não é somente uma mistura aleatória,
fortuita de cores e matérias sobre o suporte. Ao contrário, quando Wassily Kandinsky a
instituiu em 1910, ofereceu ao mundo, através dela, instrumentais lógicos de
construção. Criou um "manual" de elementos selecionados, com os quais o artista faz
arte abstrata. São alguns deles: o ponto, a linha, a cor, a textura, o equilíbrio, a
harmonia, a proporção. Há que se refletir sobre o que e como distribuir estes elementos
no plano e no espaço. A medida de sua composição é a medida de seu valor e de sua
comunicação. Criadores e fruidores de arte abstrata, devem re-alfabetizarem-se
visualmente para darem conta de criá-la e de codificá-la. Nasce com ela, A NOVA
SINTAXE DA ARTE NO SÉCULO XX!
Palavras-chave
Arte abstrata; comunicação; cognição; sentimento; audiovisual.
Se a arte, nela mesma, é uma interface da comunicação, a arte abstrata é uma interface especial da comunicação, porque obriga criadores e fruidores a realfabetizarem-se visualmente e a familiarizarem-se com uma inusitada articulação ótica. Educa, também peculiarmente, para o aguçamento dos sentidos, para um mental mais elaborado, para uma maneira de ver a própria arte, para uma forma de, mais amplamente, visua lizar e pensar o mundo, de uma vez que na arte abstrata os reconhecimentos da realidade são inexistentes e inessenciais. É um meio de expressão e comunicação que se pode considerar exótico, sobretudo quando de seu surgimento em 1910 por Wassily Kandinsky. Ela é geradora de uma emissão plural de signos. Os recursos icônicos da arte abstrata tendem a ser “subversivos” por conta da extinção da realidade fenomênica e reconhecível. O cerne de sua natureza é procurar caminhos de inconformidade e ruptura. O que comunica, exata e corretamente, na arte abstrata, é a ordem matemática, a qual Kandinsky se refere. O receptor necessita, portanto, desenvolver repertório específico para entender e interpretar esta ordem lógica. Assim, a comunicação acontecerá dentro de cunho científico e não somente emocional como sempre se estabelece com a arte e, principalmente, com a arte abstrata. Não sabendo codificá-la corretamente, não sabendo comunicar-se adequadamente com ela, o fruidor vocifera banalidades sentimentais, relações emocionais e invencionalidades empíricas sem conta. Nada é fortuito. Nada é aleatório. Nada é arbitrário no abstracionismo, embora pareça. As cores, com sua musicalidade própria, tem um lugar certo para serem colocadas no suporte, de acordo com as intenções do artista. Alteração de lugar, representa alteração de força; alteração de força, representa alteração de energia; alteração de energia, representa alteração de tensão; e assim sucessivamente, para com o volume, a atração, o equilíbrio. É aí que se situam as diferenciações de valor, de beleza e de fealdade da pintura abstrata (neste caso: a expressão pictural no suporte bidimensional), ou seja, não estamos tratando da escultura abstrata, apesar de, as relações serem as idênticas para ela. Portanto, dizer que os valores são sempre iguais em toda e qualquer abstração, não é verdade e não faz nenhum sentido. Um vermelho entrecortado de amarelo, por exemplo, situado à direita baixa do quadro, não gera as mesmas sensações visuais, sentimentais,emocionais, tão pouco estão sujeitos aos mesmos princípios de raciocínio, quando em seu lugar, estiver um azul com sobreposições de marrom, por exemplo: são outras as forças, são outras as energias, são outras as tensões, são outros os equilíbrios e, consequentemente, é outra a empatia, o maior ou o menor encantamento aos olhos do observador. Kandinsky aduz: “... século XX – aparecimento de uma nova síntese [...], início do emprego dos elementos. Avaliação cada vez mais consciente das forças intrínsecas da imagem, tensões. A materialização da imagem é considerada portadora de uma força interior e digna de um novo raciocínio. A força só é importante e significativa vista deste ângulo” (KANDINSKY: 1987, 37). Muitas vezes, a comunicação no abstracionismo degenera-se ou nem chega a acontecer, por incompetência do próprio receptor que emite manifestações assim levianas sobre ela: “não entendo nada desta coisa”, “a arte morreu”, “como chamar este monte de cores e matérias juntas de arte?”, “até meu filho de um ano faz”, “é um borrão só”, e outras tantas verborragias tolas. Isto prova uma carência de instrumentais intelectivos de análise, para a correta leitura da abstração. Ora, a falta de repertório conduz a uma comunicação truncada, incompetente, apenas empírica, e conseqüentemente a uma educação para o olhar, para a cognição e para o pensar a arte, desconectados de sentido e significado. Nestes casos, ao invés da arte abstrata comunicar propondo novos padrões estéticos, deseduca, e o sujeito fica “cobrando” da obra, elementos reconhecíveis: pessoas, paisagens, céus estrelados, mares, montanhas, florestas, terras, ambientes internos, naturezas mortas, etc... Ele quer tudo identificável, exigido por seu imaginário comum, sente-se mais seguro diante do que reconhece, porque pode, inclusive, dominar. Teme o que não está ao alcance de sua consciência. Ele quer “ter certezas”, como as imagens eternizadas através da fotografia: quanta perfeição! Quanta clareza! Que imitação absolutamente exata da realidade! Daí a tranqüilidade... Mas a arte que destitui o real conhecido substituindo-o pelo virtual desconhecido, perde em valor? Jamais! São outros valores a se impor, outras interpretações, outros julgamentos, outras circunstâncias de criação, outras poéticas plásticas, outras diretrizes estéticas. A arte abstrata goza de uma comunicação peculiar porque sua nova codificação não é factível com os parâmetros cognitivos, lingüísticos e racionais do senso comum. Criase, com a abstração, uma inusitada ideologia, uma outra razão por estetizar, uma filosofia nas artes que tem nos acompanhado até hoje (a arte abstrata, tem seu marco, aproximadamente, em 1910, com Wassily Kandinsky) e acabou se transformando na mais difundida das artes atuais. A abstração advém de um padrão mental inerente ao homem de todos os tempos. Nas paredes das cavernas de Laxcaux (França) e Altamira (Espanha), tem-se uma abstração primitiva, simbólica, esquemática, plasmada pelos trogloditas, certamente, com o objetivo de comunicar algo. Ela sempre existiu com o homem, que tem uma capacidade abstrativa nata, apenas, no caso do artista, passa a consubstanciar, grafar, concretizar esta tendência em forma plástica ou performática no suporte bi ou tridimensional. A abstração é uma atividade mental de seleção e de síntese. As tribos primitivas e antiquíssimas, por exemplo, em muitos dos seus desenhos, não faziam nenhuma referência à realidade exterior. Eram abstrações. Em função destas afirmações, eis as posições de Cocteau, em um estudo dedicado a Picasso: “... la vida de un cuadro es independiente de lo que imita. Podemos admitir um ordenamiento de líneas vivas, lo que motiva que estas líneas dejen de vener el primer papel principal, para pasar a ser un pretexto. Desde este estadio a concebir la desaparición del pretexto, solo media un paso. La finalidad pasa a ser motivo; he aqui que en 1912 asistimos al golpe de audacia más incisivo de la historia de la pintura [...]. Qué queda?Un cuadro, y esse cuadro no es nada más que un cuadro” (DONDIS: 1990, 129). Esta modalidade artística, tem como ambição criar formas puras e soltas, construídas com os elementos mesmos da pintura, por exemplo, que, arranjados livres ou controladamente em estados sucessivos de tensão, constróem a coluna vertebral do abstracionismo que é a composição. Com isto, Kandinsky considerado o mentor da pintura abstrata, cria parâmetros para “fazer calar” todo o figurativismo até então consagrado. O que o artista prova em sua teoria é que os elementos (ponto, linha, plano, contorno, direção, tom, cor, textura, escala, dimensão, proporção, massa, volume, composição, arranjo, movimento, ritmo, equilíbrio, tensão, nivelação, aguçamento, harmonia, contraste, atração, agrupamento) são submetidos a relações e a uma organização inteligente na obra. Elementos que em si mesmos seriam só elementos isolados, mas que relacionados criam zonas de tensão (força virtual) “amarradas” em cima de todo um sentido de direção (força em ato). Esta síntese da energia na obra que o pintor propõe para a nova ciência, implica no caminho das ressonâncias interiores da imagem que representam, além de outras razões, a passagem do estático ao dinâmico na pictórica abstrata. Adotamos, para definir a expressão arte abstrata, o que nos parece responder mais prontamente ao universo de especificidades, estranhezas e imprevisibilidades que caracteriza esta manifestação tão discutida e questionada: abstração em arte, constitui-se de uma forma/imagem sustentada em um suporte, ocupando um lugar no espaço, em si mesma contendo tempo, ritmo e movimento. Não se pretende reconhecer, tão pouco ser reconhecida; identificar, tão pouco ser identificada; apreender a vida, tão pouco ser apreendida pelo senso objetivo, cognitivo, lingüístico comum. Portanto, arte completamente liberta do referencial exterior. O referente são os próprios elementos da obra, por isto ser a auto-referência e a presentidade, seus principais paradigmas. Os traços, as linhas, os pontos e as cores, não nos remetem a nada conhecido, portanto, não têm passado, nem futuro, somente presente: o aqui e agora da arte abstrata. Não há mímesis, porque não há nada a imitar, nada a re-cuperar, nada a re-presentar, a não ser a obra mesma, por isto afirmar-se que o abstracionismo dispensou a re-presentação do figurativismo, para ficar com a presentação da matéria. Em termos comunicacionais, a arte abstrata convida o fruidor a participar de maneira mais ativa e conivente com o criador da obra. O artista dá margem a múltiplas interpretações, tendo no receptor um co-partícipe da criação, um reelaborador, um reexecutor e um re-alimentador de ilusões. Ilusões que estão no receptor, não na obra e quase nunca no criador. Referimo-nos aqui, às questões subjetivas do abstracionismo e não científicas, como vimos tentando provar: ela simbiotiza cognição e sentimento! Ciência e empirismo! Apolinismo e dionisismo! O observador não tem na pintura abstrata o reconhecimento mimético do exterior e muitas vezes, pouco ou nenhum preparo para uma análise mais científica da obra, portanto, ele se permite emocionalizar o incompreensível, interpretando-a inadvertidamente. Vai pelo caminho mais fácil! Parafraseando Giovanni Cutolo: a arte abstrata, contestando os valores clássicos de acabado, definido, perfeito, absoluto e inequívoco, propõe uma obra indefinida e plurívoca, aberta, que se vem configurando como um feixe de possibilidades móveis e intercambiáveis mais adaptadas às condições nas quais o homem moderno desenvolve suas ações. Sabemos que no processo comunicacional, a arte possui um papel primordial. Ela encharca os olhos de seu “cliente” com uma multiplicidade de imagens sujeitas a decodificações. No abstracionismo, o receptor não está decodificando e lendo “imagens conhecidas”, mas imagens de outra natureza como os pontos, as linhas, os contornos!...
*Beto lobo...
Se a arte, nela mesma, é uma interface da comunicação, a arte abstrata é uma interface especial da comunicação, porque obriga criadores e fruidores a realfabetizarem-se visualmente e a familiarizarem-se com uma inusitada articulação ótica. Educa, também peculiarmente, para o aguçamento dos sentidos, para um mental mais elaborado, para uma maneira de ver a própria arte, para uma forma de, mais amplamente, visua lizar e pensar o mundo, de uma vez que na arte abstrata os reconhecimentos da realidade são inexistentes e inessenciais. É um meio de expressão e comunicação que se pode considerar exótico, sobretudo quando de seu surgimento em 1910 por Wassily Kandinsky. Ela é geradora de uma emissão plural de signos. Os recursos icônicos da arte abstrata tendem a ser “subversivos” por conta da extinção da realidade fenomênica e reconhecível. O cerne de sua natureza é procurar caminhos de inconformidade e ruptura. O que comunica, exata e corretamente, na arte abstrata, é a ordem matemática, a qual Kandinsky se refere. O receptor necessita, portanto, desenvolver repertório específico para entender e interpretar esta ordem lógica. Assim, a comunicação acontecerá dentro de cunho científico e não somente emocional como sempre se estabelece com a arte e, principalmente, com a arte abstrata. Não sabendo codificá-la corretamente, não sabendo comunicar-se adequadamente com ela, o fruidor vocifera banalidades sentimentais, relações emocionais e invencionalidades empíricas sem conta. Nada é fortuito. Nada é aleatório. Nada é arbitrário no abstracionismo, embora pareça. As cores, com sua musicalidade própria, tem um lugar certo para serem colocadas no suporte, de acordo com as intenções do artista. Alteração de lugar, representa alteração de força; alteração de força, representa alteração de energia; alteração de energia, representa alteração de tensão; e assim sucessivamente, para com o volume, a atração, o equilíbrio. É aí que se situam as diferenciações de valor, de beleza e de fealdade da pintura abstrata (neste caso: a expressão pictural no suporte bidimensional), ou seja, não estamos tratando da escultura abstrata, apesar de, as relações serem as idênticas para ela. Portanto, dizer que os valores são sempre iguais em toda e qualquer abstração, não é verdade e não faz nenhum sentido. Um vermelho entrecortado de amarelo, por exemplo, situado à direita baixa do quadro, não gera as mesmas sensações visuais, sentimentais,emocionais, tão pouco estão sujeitos aos mesmos princípios de raciocínio, quando em seu lugar, estiver um azul com sobreposições de marrom, por exemplo: são outras as forças, são outras as energias, são outras as tensões, são outros os equilíbrios e, consequentemente, é outra a empatia, o maior ou o menor encantamento aos olhos do observador. Kandinsky aduz: “... século XX – aparecimento de uma nova síntese [...], início do emprego dos elementos. Avaliação cada vez mais consciente das forças intrínsecas da imagem, tensões. A materialização da imagem é considerada portadora de uma força interior e digna de um novo raciocínio. A força só é importante e significativa vista deste ângulo” (KANDINSKY: 1987, 37). Muitas vezes, a comunicação no abstracionismo degenera-se ou nem chega a acontecer, por incompetência do próprio receptor que emite manifestações assim levianas sobre ela: “não entendo nada desta coisa”, “a arte morreu”, “como chamar este monte de cores e matérias juntas de arte?”, “até meu filho de um ano faz”, “é um borrão só”, e outras tantas verborragias tolas. Isto prova uma carência de instrumentais intelectivos de análise, para a correta leitura da abstração. Ora, a falta de repertório conduz a uma comunicação truncada, incompetente, apenas empírica, e conseqüentemente a uma educação para o olhar, para a cognição e para o pensar a arte, desconectados de sentido e significado. Nestes casos, ao invés da arte abstrata comunicar propondo novos padrões estéticos, deseduca, e o sujeito fica “cobrando” da obra, elementos reconhecíveis: pessoas, paisagens, céus estrelados, mares, montanhas, florestas, terras, ambientes internos, naturezas mortas, etc... Ele quer tudo identificável, exigido por seu imaginário comum, sente-se mais seguro diante do que reconhece, porque pode, inclusive, dominar. Teme o que não está ao alcance de sua consciência. Ele quer “ter certezas”, como as imagens eternizadas através da fotografia: quanta perfeição! Quanta clareza! Que imitação absolutamente exata da realidade! Daí a tranqüilidade... Mas a arte que destitui o real conhecido substituindo-o pelo virtual desconhecido, perde em valor? Jamais! São outros valores a se impor, outras interpretações, outros julgamentos, outras circunstâncias de criação, outras poéticas plásticas, outras diretrizes estéticas. A arte abstrata goza de uma comunicação peculiar porque sua nova codificação não é factível com os parâmetros cognitivos, lingüísticos e racionais do senso comum. Criase, com a abstração, uma inusitada ideologia, uma outra razão por estetizar, uma filosofia nas artes que tem nos acompanhado até hoje (a arte abstrata, tem seu marco, aproximadamente, em 1910, com Wassily Kandinsky) e acabou se transformando na mais difundida das artes atuais. A abstração advém de um padrão mental inerente ao homem de todos os tempos. Nas paredes das cavernas de Laxcaux (França) e Altamira (Espanha), tem-se uma abstração primitiva, simbólica, esquemática, plasmada pelos trogloditas, certamente, com o objetivo de comunicar algo. Ela sempre existiu com o homem, que tem uma capacidade abstrativa nata, apenas, no caso do artista, passa a consubstanciar, grafar, concretizar esta tendência em forma plástica ou performática no suporte bi ou tridimensional. A abstração é uma atividade mental de seleção e de síntese. As tribos primitivas e antiquíssimas, por exemplo, em muitos dos seus desenhos, não faziam nenhuma referência à realidade exterior. Eram abstrações. Em função destas afirmações, eis as posições de Cocteau, em um estudo dedicado a Picasso: “... la vida de un cuadro es independiente de lo que imita. Podemos admitir um ordenamiento de líneas vivas, lo que motiva que estas líneas dejen de vener el primer papel principal, para pasar a ser un pretexto. Desde este estadio a concebir la desaparición del pretexto, solo media un paso. La finalidad pasa a ser motivo; he aqui que en 1912 asistimos al golpe de audacia más incisivo de la historia de la pintura [...]. Qué queda?Un cuadro, y esse cuadro no es nada más que un cuadro” (DONDIS: 1990, 129). Esta modalidade artística, tem como ambição criar formas puras e soltas, construídas com os elementos mesmos da pintura, por exemplo, que, arranjados livres ou controladamente em estados sucessivos de tensão, constróem a coluna vertebral do abstracionismo que é a composição. Com isto, Kandinsky considerado o mentor da pintura abstrata, cria parâmetros para “fazer calar” todo o figurativismo até então consagrado. O que o artista prova em sua teoria é que os elementos (ponto, linha, plano, contorno, direção, tom, cor, textura, escala, dimensão, proporção, massa, volume, composição, arranjo, movimento, ritmo, equilíbrio, tensão, nivelação, aguçamento, harmonia, contraste, atração, agrupamento) são submetidos a relações e a uma organização inteligente na obra. Elementos que em si mesmos seriam só elementos isolados, mas que relacionados criam zonas de tensão (força virtual) “amarradas” em cima de todo um sentido de direção (força em ato). Esta síntese da energia na obra que o pintor propõe para a nova ciência, implica no caminho das ressonâncias interiores da imagem que representam, além de outras razões, a passagem do estático ao dinâmico na pictórica abstrata. Adotamos, para definir a expressão arte abstrata, o que nos parece responder mais prontamente ao universo de especificidades, estranhezas e imprevisibilidades que caracteriza esta manifestação tão discutida e questionada: abstração em arte, constitui-se de uma forma/imagem sustentada em um suporte, ocupando um lugar no espaço, em si mesma contendo tempo, ritmo e movimento. Não se pretende reconhecer, tão pouco ser reconhecida; identificar, tão pouco ser identificada; apreender a vida, tão pouco ser apreendida pelo senso objetivo, cognitivo, lingüístico comum. Portanto, arte completamente liberta do referencial exterior. O referente são os próprios elementos da obra, por isto ser a auto-referência e a presentidade, seus principais paradigmas. Os traços, as linhas, os pontos e as cores, não nos remetem a nada conhecido, portanto, não têm passado, nem futuro, somente presente: o aqui e agora da arte abstrata. Não há mímesis, porque não há nada a imitar, nada a re-cuperar, nada a re-presentar, a não ser a obra mesma, por isto afirmar-se que o abstracionismo dispensou a re-presentação do figurativismo, para ficar com a presentação da matéria. Em termos comunicacionais, a arte abstrata convida o fruidor a participar de maneira mais ativa e conivente com o criador da obra. O artista dá margem a múltiplas interpretações, tendo no receptor um co-partícipe da criação, um reelaborador, um reexecutor e um re-alimentador de ilusões. Ilusões que estão no receptor, não na obra e quase nunca no criador. Referimo-nos aqui, às questões subjetivas do abstracionismo e não científicas, como vimos tentando provar: ela simbiotiza cognição e sentimento! Ciência e empirismo! Apolinismo e dionisismo! O observador não tem na pintura abstrata o reconhecimento mimético do exterior e muitas vezes, pouco ou nenhum preparo para uma análise mais científica da obra, portanto, ele se permite emocionalizar o incompreensível, interpretando-a inadvertidamente. Vai pelo caminho mais fácil! Parafraseando Giovanni Cutolo: a arte abstrata, contestando os valores clássicos de acabado, definido, perfeito, absoluto e inequívoco, propõe uma obra indefinida e plurívoca, aberta, que se vem configurando como um feixe de possibilidades móveis e intercambiáveis mais adaptadas às condições nas quais o homem moderno desenvolve suas ações. Sabemos que no processo comunicacional, a arte possui um papel primordial. Ela encharca os olhos de seu “cliente” com uma multiplicidade de imagens sujeitas a decodificações. No abstracionismo, o receptor não está decodificando e lendo “imagens conhecidas”, mas imagens de outra natureza como os pontos, as linhas, os contornos!...
*Beto lobo...
sábado, 23 de janeiro de 2016
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Estilo
Na arte abstrata o artista trabalha muito com conceitos, intuições e sentimentos, provocando nas pessoas, que visualizam a obra, uma série de interpretações. Portanto, na arte abstrata, uma mesma obra de arte pode ser vista, sentida e interpretada de várias formas.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Ponto lírico
O abstracionismo lírico aparece como uma reação a Primeira Guerra
Mundial. Para compor uma arte imaginária, inspirava-se no instinto, no
inconsciente e na intuição. As características da arte não figurativa
são: o jogo de formas orgânicas, as cores vibrantes e a linha de
contorno. A pretensão do abstracionismo lírico é transformar manchas de
cor e linhas em ideais e simbolismos subjetivos.
*Beto lobo
*Beto lobo
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
"Abstrato lírico"
A principal característica da pintura abstrata é a ausência de relação imediata entre suas formas e cores. Uma tela abstrata não representa nada da realidade que nos cerca, nem narra figurativamente alguma cena histórica, literária, religiosa ou mitológica.
*Beto lobo...
sábado, 2 de janeiro de 2016
"Nós somos conceito"
" Todo mundo é um conceito abstrato,
uma generalização. Ninguém pode saber
o que é melhor para cada um.
Fórmulas e tendências servem apenas
como sinalizadores de comportamento,
mas para conquistar satisfação pessoal pra valer,
só vivendo do jeito que a gente acha que deve,
estejamos ou não enquadrados
no que se convencionou chamar de normal"
PINTURA AFRICANA QUADROS - HAROLDO LOUSADA.wmv
Os pais da pintura pra quem não sabe são africanos!!!
*Por Beto lobo
*Por Beto lobo
"Restrições à pintura surrealista"
Duas restrições são feitas á pintura surrealista. A primeira pelos psicanalistas: as manifestações do subconsciente realmente são ricas de beleza, mas extremamente pessoais e simbólicas. Precisam ser interpretadas no seu simbolismo, como os analistas fazem com os sonhos dos seus pacientes estendidos no sofá dos consultórios. Apesar de desconhecida a significação de seus símbolos, a verdade é que pintura surrealista exerce irresistível fascínio em nosso espírito. A segunda restrição, feita por alguns pintores, é a seguinte: a concepção do quadro pode ser subconsciente, automática, mas a sua execução será sempre obra do consciente, com a aplicação de recursos racionais e lógicos ou em sentido de absoluta consciência.
O francês André Masson (1896) procurou sanar essa contradição insanável entre a concepção subconsciente e a execução consciente com os seus tableaux de sable (quadros de areia). Sobre uma tela coberta de cola fresca, atirou desordenadamente, num verdadeiro automatismo, punhados de areia de cores diferentes. Tentava obter, desse modo, automatismo também na execução. Os resultados não o satisfazem, abandonou, por isso, a pintura surrealista.
O espanhol Salvador Dali, um dos surrealistas mais populares, criou a paranóia crítica - delírio na interpretação do mundo e do próprio eu. O paranóico crítico vive num mundo estranho, não se submetendo à lógica do cotidiano. "É preciso sistematizar a confusão e contribuir para o total descrédito da realidade", disse Dali.
O pintor surrealista pode representar as manifestações de seu subconsciente de dois modos: figurativo ou abstrato. Em consequência existem surrealistas figurativos (Salvador Dali) e surrealistas abstratos (Juan Miró).
Entre os mais destacados surrealista figurativos estão Salvador Dali (1904), René Magritte (1898), Paul Delvaux (1897) e Marc Chagall (1887). Entre os surrealistas abstratos, ainda que em algumas obras sejam figurativos, Juan Miró (1893), Yves Tanguy (1900), Max Ernest (1891), Francis Picabia (1879) e Hans Arp (1887).
No passado, entre remotos precursores do surrealismo, os estudiosos citam Jerônimo Bosc (1450/60 - 1516) e Giuseppe Arcimboldo (1530 - 1596).
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Palavras...
Às vezes nos deixamos levar por palavras bonitas, algo meio abstrato que acaba nos transmitindo uma segurança sem tamanho. Não vem ao caso generalizar dizendo que somos bobos ou simplesmente cegos, até porque com tantos alertas transmitidos pelas pessoas próximos, não tem como se alto enganar.
O vagão instalado em meio a palavras de ternura e amor é sempre visível ao olho nu. Não é necessário algo cientifico ou bem trabalho para que seja notada a diferença entre as palavras ditas por um ser humano que esta ao ponto de partida para que venha um turbilhão de emoções.
O fato é que por mais que tudo pareça ser tão natural é inexplicável a aventura que nós deixamos brotar perante a nossa vida por puro prazer ou satisfação carnal. É bem a nossa deixar acontecer tudo. Juntamos as palavras com uma ganância tamanha e esquecemo-nos de analisar. Acaba sendo tudo tão rápido que como em um passe de mágica, aquilo que fazia feliz acaba desaparecendo. É quando muitos de nós achamos que é o fim de tudo.
Lentamente vamos afundando, despencando para um ponto escuro que parece não ter saída. Isso sim é natural, além do mais vamos construindo e criando esperança em tudo que foi dito, mas vale ressaltar que apesar de tudo que foi dito devemos levantar e seguir. Eu sei que parece ser difícil para todo mundo a demolição de um prédio de emoção quando ele demorou a ser construído, mas repensando somos capazes de chegar ao ponto de vista concreto que eu quero destacar.
Temos o total controle sobre tudo que fazemos e se for posto em nossa cabeça que aquelas palavras não foram sincronizadas perante os grandes gestos, aquela vagão que caímos nos ajudará a subir novamente para o ponto de partida.
Ao invés de desistir devemos seguir, com vontade e sem medo. Além do mais, foi apenas mais uma entre milhares de pessoas que vão passar em nossas vidas e não podemos ser ignorante ao ponto de achar que aquela foi à única e a última, porque isso é pura bobeira da nossa parte e sim é intolerável! O sofrimento e as lagrimas devem ser lavadas com o sorriso.
Correr contra o tempo é burrice, se aquela passou, em hipótese alguma devemos revogar ou simplesmente deixar que continue brotando tudo que foi dito abstratamente para nós. A vida continua e se paramos quem esta loucamente vagando pelo mundo atrás de nós, vai parar também. Foi mais do que comprovado que nada é por acaso e que depois de uma noite de tristeza vem sempre um dia lindo de alegria.
Dica: Levante-se e siga, porque nada acontece duas vezes e o que te espera lá na frente é melhor.
*Beto lobo...
O vagão instalado em meio a palavras de ternura e amor é sempre visível ao olho nu. Não é necessário algo cientifico ou bem trabalho para que seja notada a diferença entre as palavras ditas por um ser humano que esta ao ponto de partida para que venha um turbilhão de emoções.
O fato é que por mais que tudo pareça ser tão natural é inexplicável a aventura que nós deixamos brotar perante a nossa vida por puro prazer ou satisfação carnal. É bem a nossa deixar acontecer tudo. Juntamos as palavras com uma ganância tamanha e esquecemo-nos de analisar. Acaba sendo tudo tão rápido que como em um passe de mágica, aquilo que fazia feliz acaba desaparecendo. É quando muitos de nós achamos que é o fim de tudo.
Lentamente vamos afundando, despencando para um ponto escuro que parece não ter saída. Isso sim é natural, além do mais vamos construindo e criando esperança em tudo que foi dito, mas vale ressaltar que apesar de tudo que foi dito devemos levantar e seguir. Eu sei que parece ser difícil para todo mundo a demolição de um prédio de emoção quando ele demorou a ser construído, mas repensando somos capazes de chegar ao ponto de vista concreto que eu quero destacar.
Temos o total controle sobre tudo que fazemos e se for posto em nossa cabeça que aquelas palavras não foram sincronizadas perante os grandes gestos, aquela vagão que caímos nos ajudará a subir novamente para o ponto de partida.
Ao invés de desistir devemos seguir, com vontade e sem medo. Além do mais, foi apenas mais uma entre milhares de pessoas que vão passar em nossas vidas e não podemos ser ignorante ao ponto de achar que aquela foi à única e a última, porque isso é pura bobeira da nossa parte e sim é intolerável! O sofrimento e as lagrimas devem ser lavadas com o sorriso.
Correr contra o tempo é burrice, se aquela passou, em hipótese alguma devemos revogar ou simplesmente deixar que continue brotando tudo que foi dito abstratamente para nós. A vida continua e se paramos quem esta loucamente vagando pelo mundo atrás de nós, vai parar também. Foi mais do que comprovado que nada é por acaso e que depois de uma noite de tristeza vem sempre um dia lindo de alegria.
Dica: Levante-se e siga, porque nada acontece duas vezes e o que te espera lá na frente é melhor.
*Beto lobo...
Abstrato o esquecido
O que é mais abstrato do que o amor? Ele não tem forma nem cor, mas é o que me faz parar o coração. A gente busca incessantemente essa sensação de enfartar de amor, de sentí-lo pulsando e estourando nossas veias. Que outra coisa nos leva a isso? O que mais justifica todos os poemas, todas as músicas, toda a angústia e inspiração do mundo? Só ele, o amor. A pintura abstrata que muita gente já não aprecia mais. Em busca de retratos reais, a gente se joga nas cordas do comodismo, esquecendo o verdadeiro motivo de estarmos aqui. E eu sei que você também pensa assim.
*Beto lobo
*Beto lobo
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Potencial realizador
Não há limites para o potencial de uma boa equipe. Diante de uma tarefa impossível, seus membros reforçarão a auto confiança de cada um a medida que solucionam o problema. a capacidade coletiva de inovar é mais forte que a de qualquer indivído isolado. ao aproveitar essa vantagem, a equipe pode ir além de meros melhoramentos e alcançar avanços reais.
*Beto lobo
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
*Lobo solitário
Sou um lobo solitário,
Sentado sozinho a pensar,
No tempo que se foi,
E que nunca há de voltar.
Vivendo sozinho,
Em total solidão.
Uivando um belo,
Canto solitário,
De amor e desilusão.
Sou o lobo solitário,
Que anda sozinho,
Nas estepes.
E que vive,
Uma vida de ilusão.
Que escolhe,
Um novo rumo,
A cada dia.
E que escolheu,
O caminho da solidão.
Sou o lobo solitário,
De olhar longínquo,
E cinzento.
E de alma,
E pelagem escurecida,
Como uma noite,
De total escuridão.
Sou o lobo solitário,
E fico só,
Em noite de lua cheia.
Fico só,
Em noite de belo luar.
Fico só,
Com minha própria solidão.
Fico sempre,
Sozinho a pensar.
Sou o lobo solitário,
O mais triste animal,
Que na terra,Há de vagar.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
*Beto lobo
Qual é o significado de um quadro abstrato? Como interpretar
uma obra que parece não guardar nenhum vínculo com a realidade? Este livro
procura elucidar essa questão partindo do pressuposto de que a pintura é uma
linguagem artística, que espelha o homem e seu mundo. Assim como as expressões
verbais, os quadros constituem sentenças dotadas de sujeito e predicado. Mas,
diversamente das palavras, os signos pictóricos não se desdobram em uma
seqüência temporal, mas em uma ordem espacial: eles ocupam lugares no plano do
quadro _a figura e o fundo. Na imagem pictórica, a figura é o sujeito da
sentença, enquanto o fundo é o predicado. Essa distinção constitui a chave para
a compreensão da gramática da imagem. A pintura é uma linguagem analógica, na
qual a relação entre a figura e o fundo espelha a relação entre o homem e seu
mundo. As telas não falam sobre a realidade, mas a exibem diante de nós: a
pintura não é uma linguagem representativa, mas apresentativa. O que distingue a
pintura abstrata dos demais gêneros é a elipse do tema do quadro, a ocultação do
sujeito pictórico. Essa elipse não significa, porém, que a imagem tenha deixado
de expressar a realidade. Não existe uma descontinuidade absoluta entre o
abstracionismo e os estilos figurativos. A diferença entre eles reside no fato
de que o primeiro designa o seu objeto de modo indireto, enquanto a pintura
figurativa apresenta o real de modo direto. Na arte abstrata, a figura e o fundo
constituem metáforas do homem e do mundo. A metáfora é a estrutura semântica
desse gênero: ela revela aquilo que a elipse esconde. A pintura abstrata
constitui uma mimese do real, mas uma mimese que rejeita a realidade, um espelho
que nega o mundo. Mas por quê o pintor rejeita a realidade? Essa ruptura
estética entre o homem e o mundo se fundamenta na dissociação material entre
eles. O homem não reproduz a realidade no quadro porque ele foi privado da
realidade. Ele não suporta a visão do objeto porque ele foi despojado desse
objeto. Com efeito, o que define o capitalismo é a cisão entre o trabalhador e o
objeto trabalhado, entre o produtor e o objeto produzido. Tal ruptura constitui
a alienação: a coisa tornou-se algo externo ao homem, e por isso perdeu seu
significado para ele. Expropriado do objeto, o homem converteu-se em numa
subjetividade vazia: obrigado a vender sua força de trabalho para sobreviver, o
produtor foi levado a exercer um trabalho desprovido de sentido. Uma vez rompida
a unidade entre o o produtor e o produto, tanto o sujeito como o objeto foram
esvaziados, perderam a sua razão de ser. A alienação instaurada pelo capital
constitui o fundamento social da pintura abstrata. Este gênero constitui um
reflexo da alienação do homem sob o capital: a realidade vazia é o tema da
pintura abstrata. O seu significado consiste em espelhar um homem oco num mundo
vazio. A pintura deixa de ser figurativa e se torna abstrata porque o artista
rejeita esse mundo alienado, no qual os homens foram reduzidos a coisas. A
pintura abstrata não parece mimética porque ela se distancia radicalmente da
realidade, porque ela nega a realidade. Por quê a linguagem se afasta de sua
referência? Convém aqui observar um fato elementar: a linguagem é, antes de mais
nada, uma parte da realidade, um momento da totalidade social. Portanto, se a
pintura se afasta da realidade, é porque a realidade está se afastando de si
mesma. Mas uma realidade que se distancia de si mesma é uma realidade em
dissolução, uma totalidade em desagregação. A pintura abstrata não espelha um
objeto qualquer, mas um objeto que se dissolve. Ela emerge quando o modo de
produção capitalista começa a declinar, durante a transição do capitalismo
concorrencial para o monopolista, no início do século XX. O abstracionismo
constitui um retrato do capital em estado puro, mas precisamente por isso ele só
aparece quando essa formação social inicia sua decadência. Daí o silêncio
encerrado na arte abstrata: ela é o espelho de uma estrutura social que nada
mais tem a dizer. Além de explicitar os pressupostos históricos reguladores da
produção e do consumo da pintura abstrata, este livro pretende lançar as bases
de uma gramática geral da linguagem pictórica, capaz de fornecer critérios para
a análise de quadros que, à primeira vista, parecem completamente destituídos de
sentido.
*Beto lobo
Mundo abstrato
Conceituar alguma coisa é um indispensável primeiro passo para entende-la. Assim, faz-se mister que a gente se conscientize de que a complexidade do assunto “pensamento abstrato” já começa pela própria dificuldade em definir o que é “pensamento” e o que é “abstrato”.
Porque admitimos que outras espécies também pensam, temos um conceito que, conquanto, parecido com o de Jolivet é, a nosso ver, menos restritivo e mais adequado. Assim, para nós, “pensamento é a capacidade que tem o ser de, através de três operações mentais distintas: ‘a formação de ideias’, ‘o juízo sobre as relações de conveniência entre essas ideias’ e ‘o raciocínio, que estabelece relações entre os juízos’, compreender o significado das coisas concretas e das abstrações, bem como das relações que elas guardam entre si.” Mas o pensamento abstrato proporciona algo mais: quando envolvido num processo de criatividade, ele adquire uma tal magnitude, que acaba por se constituir em forte estimulo, capaz de promover a proliferação dendrito-axonial, criando novas sinápses. Torna-se, assim, um poderoso estimulador do aprendizado, do conhecimento e da potencialidade de memorização.
*Beto lobo
Porque admitimos que outras espécies também pensam, temos um conceito que, conquanto, parecido com o de Jolivet é, a nosso ver, menos restritivo e mais adequado. Assim, para nós, “pensamento é a capacidade que tem o ser de, através de três operações mentais distintas: ‘a formação de ideias’, ‘o juízo sobre as relações de conveniência entre essas ideias’ e ‘o raciocínio, que estabelece relações entre os juízos’, compreender o significado das coisas concretas e das abstrações, bem como das relações que elas guardam entre si.” Mas o pensamento abstrato proporciona algo mais: quando envolvido num processo de criatividade, ele adquire uma tal magnitude, que acaba por se constituir em forte estimulo, capaz de promover a proliferação dendrito-axonial, criando novas sinápses. Torna-se, assim, um poderoso estimulador do aprendizado, do conhecimento e da potencialidade de memorização.
*Beto lobo
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Musicas & Artes
A música é o tipo de arte mais perfeita: nunca revela o seu último segredo.
Milhares de pessoas cultivam a música; poucas porém têm a revelação dessa grande arte.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Telhado de vidro
TELHADO DE VIDRO
Tem um peso enorme que minha alma carrega.
Becos , latrinas, escória, corjas, bando, covil.
Becos , latrinas, escória, corjas, bando, covil.
Vi, vi de longe, minha alma cansada.
Ela era andarilha de mim ...
Ela era andarilha de mim ...
Vi, também de longe, lombrigas flamejantes em buchos contaminados pelo descaso.
Vi, vi bem próximo de mim dementes..
Presas da estupidez humana de usuários de drogas.
Presas da estupidez humana de usuários de drogas.
Vi também, com os olhos de espectador, o romper de barreiras e de barragens.
Vi com o olhar contaminado pelo falso profeta, o nascer da dor...
Do vendedor de promessas e o falso salvador.
Do vendedor de promessas e o falso salvador.
Vi no político , o " deus" de promessas insanas e de boca blasfêmiadora de opositores..
As mazelas.
As mazelas.
Minha alma canta um canto que é so seu, e que me poe em pé.
Palavras de *kaiskais Antônio Almeida
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